sábado, 27 de dezembro de 2008

América Latina exige um papel de destaque global

É difìcil ser referência geopolìtica.
Ou se faz pela força, como no Big Stick estadunidense, ou pela pressao comercial. Também pela diplomacia, mas isso se leva tempo e custa dinheiro, quando as decisoes políticas sao bancadas por facilidades aduaneiras. O Brasil ora parece o primo pobre que veste a melhor roupa para receber o rico, já que posa de potência que náo bate, nao assopra nem apóia claramente, ora um autêntico ponto de referência e equilíbrio no continente. Essa postura ambígua, às vezes necessária na política, confunde o que queremos como posiçao do país no continente.

Abaixo, a visáo de um espanhol sobre nosotros. Será?

16/12/2008

Brasil busca estratégia regional para confirmar sua liderança
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/12/16/ult581u2953.jhtm
Soledad Gallego-Díaz
Na Costa do Sauípe (Bahia)

Cuba, sua previsível evolução e mudança, é assunto de toda a América Latina, e o Brasil, empenhado em consolidar sua incipiente liderança regional, deixou isso bem claro ao promover a entrada da ilha no chamado Grupo do Rio, um dos organismos internacionais de consulta política mais importantes do continente. A cerimônia se realizará nesta quarta-feira em Sauípe, Bahia, localidade turística próxima a Salvador, na qual o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fez coincidir quatro cúpulas em pouco mais de 48 horas: Mercosul, Unasul, Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc) e o já mencionado Grupo do Rio, todas elas com uma característica comum: são exclusivamente latino-americanas. Não estarão presentes os EUA nem a União Européia (UE).

O esforço diplomático do Brasil foi enorme: ao todo irão a Sauípe, para uma ou outra reunião, 29 dos 32 chefes de Estado da região, incluindo o mexicano Felipe Calderón e o cubano Raúl Castro, que participa pela primeira vez de um encontro multilateral. A ausência mais notável é a do peruano Alan García, representado por seu chanceler. Lula enviou inclusive aviões da Força Aérea para apanhar os presidentes de alguns países mais pobres da América Central e Caribe, para garantir sua presença.

Os resultados concretos das cúpulas são bastante incertos - o Mercosul é um órgão praticamente paralisado, sem progressos aduaneiros há anos -, e não faltarão tensões nessas 48 horas, mas o objetivo político está claro: gerar um espaço sul-americano em que se analisem os problemas da região sem a presença dos EUA, como ocorre na OEA, nem da UE, como em outras cúpulas regionais. Diplomatas brasileiros estão há semanas preparando um comunicado final no qual se expresse essa vontade de criar uma visão própria latino-americana, mas os avanços não são fáceis porque a pretensa liderança do Brasil também desperta receios em outros países da região.

Em todo caso, a reunião de Sauípe tem um significado especial porque se realiza a apenas quatro meses da próxima Cúpula das Américas, da qual participarão os EUA e o Canadá (e não Cuba) e na qual se discutirá o andamento da Alca, o tratado de livre comércio que Washington tenta estender aos poucos pela América Latina.

O Brasil defende que os avanços no processo para conseguir a integração da América Latina e do Caribe exigem a presença de Cuba nesses fóruns de diálogo político exclusivamente latino-americanos. Daí a urgência de que faça parte do Grupo do Rio e de que o novo governo americano aceite que Brasil e América Latina em conjunto, e não só o México, tenham algo a dizer sobre o iminente processo de reformas na ilha. E em sentido inverso a urgência de sentar Raúl Castro em um fórum latino-americano no qual tenha de dialogar e analisar com certo realismo a situação global. O Brasil advertiu, no entanto, que não se trata de chocar-se com os EUA, com quem Lula mantém uma relação privilegiada, mas de reclamar um protagonismo imprescindível.

As cúpulas de Sauípe também são um bom termômetro para avaliar os progressos da pretensa liderança regional do Brasil. Estranhamente, está previsto que a cúpula do Unasul, o organismo sul-americano (sem o México) que o Brasil também promove, dure somente uma hora, mas mesmo assim será importante saber em que se concentram as curtas intervenções dos diversos presidentes. O do Equador, Rafael Correa, tem pendente seu duro confronto com Brasília a propósito da dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil, que pretende não pagar por considerar ilegítima.

Brasília precisa não tanto exigir que se pague a dívida como demonstrar que um país como o Equador não pode atuar como fez Correa, sem antes tentar dialogar e pactuar com a potência regional. O mesmo ocorre com o Paraguai, que pede um aumento das tarifas da energia que vende ao Brasil. O ministro paraguaio das Relações Exteriores anunciou que os dois presidentes terão um encontro pessoal para tratar do assunto.

As coisas se complicaram inclusive com a Argentina. Os argentinos dizem estar "frustrados" pelo apoio do Brasil na rodada de Doha (OMC) a uma elevada redução de tarifas para produtos industriais e serviços que Buenos Aires rejeita. Mesmo assim, e pelo mero fato de ser capaz de convocá-las, as cúpulas de Sauípe poderão servir para demonstrar a enorme capacidade do Brasil e de Lula no novo panorama político global.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Editores de periódicos españoles piden ser incluidos en los planes de rescate

A crise econômica que às vezes parece lenda mostra suas pontas. Desta vez destaco o mercado jornalístico na Espanha, um furacao até 2007, quando pude acompanhà-lo de perto. O número de leitores segue caindo , mas os anunciantes e projetos iam bem. Quando vou ler que o mercado de minha profissao esteja em alta?

Armando G. Tejeda (Corresponsal)

Madrid, 11 de diciembre. La crisis financiera y económica que azota al mundo también está teniendo una severa repercusión en el hasta ahora boyante sector de los medios de comunicación impresos en España, que por primera vez en más de diez años ha sufrido una reducción drástica de la publicidad, de 16.12 por ciento.

La pérdida de ingresos ha derivado a su vez en el recorte masivo de la planta de trabajadores y en que en la mayoría de los medios de comunicación se han paralizado las contrataciones. Por tanto, los editores de periódicos han consensuado un llamado al gobierno del socialista José Luis Rodríguez Zapatero, para que dentro de los planes de rescate y fomento de las inversiones también se tome en cuenta a este sector.

El conjunto de los medios impresos en España -desde periódicos hasta revistas- suponen un sector de la economía que mueve alrededor de 2 mil 800 millones de euros al año y que da trabajo miles de personas. Desde 2004, cuando el sector anunció la recuperación total de la crisis que arrastraba desde los primeros años de la década de los noventa, tanto periódicos como revistas y semanarios han registrado un aumento continuo de sus ventas y de sus ingresos. El momento más elevado de esta situación fue en 2007, cuando el sector superó la cifra histórica de 3 mil millones de euros anuales.

Sin embargo, 2008 finalizará con las cuentas más flacas y, lo más grave, con un futuro nebuloso para muchas de estas empresas editoras, algunas de las cuales ya han emprendido importantes recortes de personal y lo que preocupa más es que incluso las más poderosas -como Vocento o Prisa- podrían seguir la misma senda de presentar un Expediente de Regulación de Empleo (ERE).

Para paliar los efectos que se avecinan, la Asociación de Editores de Diarios Españoles (AEDE) reclamó al gobierno español una ayuda específica para el sector en el contexto de los multimillonarios planes de rescate anunciados hasta ahora y que sólo han beneficiado a los grandes bancos, a las constructoras y a los ayuntamientos a través de la agilización de la obra pública.

"Sorprende que los sucesivos planes de rescate y fomento de las inversiones públicas en España hayan omitido hasta ahora las ayudas a la prensa. Unas ayudas habituales y consolidadas en países como Francia, Finlandia, Noruega, Suecia, Austria, Bélgica, Dinamarca, Italia, Luxemburgo, Holanda o Portugal", señaló enfática la presidenta de la AEDA, Pilar de Yarza. Esta asociación está integrada por los grupos más importantes de la prensa española nacional y por la mayoría de los diarios locales y provinciales.

A pesar del llamado de auxilio del sector, Yarza matizó que para 2008 se estima una caída de ingresos de 8.1 por ciento, mientras y la venta bruta de publicidad ha caído 16.2 por ciento con respecto al año anterior. Es decir que por este concepto han pasado de facturar de mil 564 millones a mil 300. La crisis se ha notado menos en la venta de ejemplares, ya que sólo se ha reducido 1.89 por ciento. En España se editan al día 4.19 millones de ejemplares de periódicos.

Despidos

La crisis ya ha calado en importantes grupos de comunicación. El hegemónico Grupo Prisa -editor del diario El País y el deportivo As- decidió cerrar hace menos de un mes una de sus emisoras de televisión, Localia, con lo que alrededor de 300 personas se sumaron a las listas del desempleo. El también poderoso Grupo Zeta -editor de la revista Interviu y de El Periódico- anunció un ERE que supondrá el despido de 534 trabajadores.

Otro consorcio mediático que enfrenta serios problemas es el Grupo Vocento -editor del diario conservador Abc y dueño de numerosas emisoras de radio-, que hizo público hace unos días su intención de despedir a 106 trabajadores de su rotativo gratuito Qué! Además, una información extraoficial y que hasta la fecha no ha sido desmentida asegura que el grupo presentó ya un ERE que estima la reducción de mil puestos de trabajo de su plantilla, el cierre de ediciones y "delegaciones no rentables", la "eliminación del periódico algún día de la semana (lunes)", y hasta la renegociación de los contratos firmados con agencias de información y talleres.

A todo esto hay que sumar los despidos que ya significan varios centenares de los periódicos gratuitos -como 20 minutos, ADN y Metro-, que se encuentran en una situación muy delicada.