domingo, 16 de novembro de 2008

Latinobarómetro mide la percepción del continente sobre Obama, democracia y corrupción

Hola!
Apresento a pesquisa da Latinobarómetro, um centro de pesquisa chileno que cobre todo o continente. Ainda nao tenho teorias da conspiraçao contra eles, entao recomendo leitura desse último estudo, sobre América e percepçao sobre corrupçao e democracia.

http://www.latinobarometro.org/

abrazos!


"Latinobarómetro es un estudio de opinión pública que aplica anualmente alrededor de 19.000 entrevistas en 18 países de América Latina representando a más de 400 millones de habitantes.

Corporación Latinobarómetro es una ONG sin fines de lucro con sede en Santiago de Chile, única responsable de la producción y publicación de los datos.


Latinobarómetro es un estudio de opinión pública que aplica anualmente alrededor de 19.000 entrevistas en 18 países de América Latina representando a más de 400 millones de habitantes. Corporación Latinobarómetro es una ONG sin fines de lucro con sede en Santiago de Chile, única responsable de la producción y publicación de los datos."

Lula é líder ibero-americano mais bem avaliado em pesquisa

15/11/2008 - 10h46
http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/11/15/ult4909u6502.jhtm


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pela primeira vez a melhor avaliação entre líderes da região ibero-americana em pesquisa realizada pela ONG chilena Latinobarómetro.

O levantamento foi realizado com base em 20.204 entrevistas realizadas em 18 países latino-americanos entre os dias 1º de setembro e 11 de outubro. Além de Lula, foram avaliados outros nove presidentes sul-americanos, o cubano Fidel Castro, o americano George W. Bush, o mexicano Felipe Calderón, o nicaragüense Daniel Ortega e os espanhóis José Luis Rodríguez Zapatero e o rei Juan Carlos.

No ranking elaborado pela entidade, Lula ultrapassou os dois espanhóis: o rei Juan Carlos ficou em segundo lugar e o primeiro-ministro Zapatero, que tinha empatado com Lula em anos anteriores, caiu para a terceira posição.

Segundo a pesquisa, em uma escala de notas que vai de zero a dez, de "muito mal" a "muito bem", Lula recebeu 5,9 na pesquisa. No ano passado, ele tinha 5,6, a mesma avaliação de 2006. Em 2005, tinha recebido a nota 5,8.

Com a avaliação que recebeu dos entrevistados, Lula superou todos os presidentes sul-americanos avaliados no levantamento, incluindo a chilena Michelle Bachelet (4ª), o paraguaio Fernando Lugo (5º) e o colombiano Álvaro Uribe (6º).

O nome do presidente da Bolívia, Evo Morales, aparece em décimo lugar, seguido pela argentina Cristina Kirchner (11ª) e pelo venezuelano Hugo Chávez (13º).

Resultado "esperado" Entrevistada pela BBC Brasil, por telefone, a diretora do Latinobarómetro, Marta Lagos, baseada em Santiago, no Chile, disse que Lula "inseriu" o Brasil no cenário internacional e, com isso, também deu destaque para toda a América Latina no mundo. "Esse resultado é óbvio, já era esperado", afirmou. "O Brasil se transformou em uma potência mundial. Lula colocou o Brasil no cenário internacional e a América Latina foi junto e reconhece isso." Lagos interpreta ainda que os entrevistados entenderam que Lula, "sem muito barulho", superou a crise com a Bolívia e "dominou" e "controlou" a influência de Chávez na região.

Na opinião da diretora do Latinobarómetro, o rei Juan Carlos acabou em segundo lugar provavelmente por sua reação - com a frase "Por que não se cala?" - à partipação de Chávez em uma reunião regional.

Lagos destaca também que o Brasil realmente se comporta, na sua visão, como "potência", já que os brasileiros têm a noção do tamanho do país, do seu potencial e de seus problemas. "No Brasil, parecem não acreditar nos contos mágicos", disse. "Sabem da realidade do país." Segundo Marta Lagos, o mesmo não se observa em outros países da região.

Latino-americanos querem mais controle sobre serviços--pesquisa

14/11/2008 - 22h53
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/11/14/ult729u77448.jhtm


SANTIAGO (Reuters) - Os latino-americanos acreditam que saúde, educação, pensões e serviços públicos devem ser comandados pelo governo em seus países, muitos dos quais elegeram governadores esquerdistas nos últimos anos, mostrou uma pesquisa na sexta-feira.

De acordo com os dados divulgados na pesquisa anual Latinobarômetro, mais de 80 por cento dos moradores da região e da República Dominicana -- num universo total de 400 milhões de pessoas -- são a favor de que esses serviços fiquem nas mãos do governo.

"Há um estatismo desmedido na América Latina", disse marta Lagos, diretora-executiva do Latinobarômetro.

A pesquisa ouviu 20.217 pessoas em 18 países entre 1o de setembro e 11 de outubro, e tem uma margem de erro aproximada de 3 pontos.

"O surpreendente a respeito dos resultados é que os cidadãos preferem um maior controle estatal nessas áreas, apesar do fato de que eles estão nas mãos de particulares por anos", disse a pesquisa.

Os serviços públicos e sociais, como saúde e pensões, foram privatizados em alguns países da América Latina nas últimas décadas.

Mas nos últimos dez anos, houve uma mudança política para a esquerda na região.

Na Argentina, no Chile e no Uruguai, cerca de 90 por cento acreditam que as pensões deveriam estar nas mãos do Estado. Todos esses países possuem sistemas de pensão privados. E 78 por cento dos entrevistados no Chile acreditam que o sistema de telecomunicações, privatizado há 20 anos, deveria ser controlado pelo governo.

O relatório diz que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, estava ciente do apoio a um maior controle estatal quando decidiu recentemente nacionalizar fundos de pensão privados.

(Reportagem de Mónica Vargas)

Bush terminará mandato com baixa aprovação entre latinos, diz estudo

14/11/2008 - 18h11
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u467906.shtml

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da France Press
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, terminará o mandato no dia 20 de janeiro com uma baixa aprovação entre a comunidade latino-americano, de acordo com estudo divulgado pelo instituto Latinobarómetro.

John Angelilo/Efe

Argentina, Uruguai, Chile e Brasil estão entre os países que mais desaprovam a gestão do republicano George W. Bush
"Bush começa o segundo mandato com uma nota de 4,9 em 2005, baixando para 4,7 em 2006, 4,5 em 2007 e em 4,2 em 2008, em uma escala de zero a dez", informa o estudo que entrevistou mais de 20 mil pessoas de 18 países.

Os países com maior aprovação de Bush são Honduras, com nota 6, e El Salvador, com 5,9. Na seqüência aparecem os países da Colômbia, Panamá e Equador, com média 5. Em todos os países a nota de valorização diminuiu em relação a 2005, seguindo uma tendência da região.

Bush tem a aprovação mais baixa nos países da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil. Os países com o índice mais baixo são: Venezuela (3,5), Argentina (2,3) e Uruguai. "O Paraguai é a única região que registra uma valorização de Bush entre 2005 e 2008" explica o estudo.

Sobre a eleição do novo presidente dos EUA, Barack Obama, a maioria afirmou que "ficará a mesma coisa". Somente 22% dos latinos acreditam que o democrata "poderá fazer alguma diferença na região".

Aumenta o apoio de latino-americanos à democracia

14/11/2008 - 16h01
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/11/14/ult1808u130134.jhtm


Santiago do Chile, 14 nov (EFE).- O apoio dos latino-americanos ao sistema democrático aumentou e já supera 50%, mas também existe a crítica a forma como funciona na prática, segundo os resultados do Latinobarómetro 2008, divulgado hoje em Santiago do Chile.

Segundo a pesquisa, realizada em 18 países da região, a maioria dos latino-americanos se consideram moderados no âmbito político, aspiram ter líderes firmes e querem que o Estado resolva seus problemas.

O Latinobarómetro foi aplicado entre 1º de setembro e 11 de outubro e incluiu 20.204 entrevistas, com uma mostra em cada país representativa de 100% da população e uma margem de erro de 3%.

Segundo Marta Lagos, diretora do Latinobarómetro, o aumento do apoio à democracia e suas instituições se explica, em boa parte, pelos cinco anos consecutivos de crescimento econômico registrados pela região, fator que também explica as queixas, pois o povo tem expectativas mais altas e está mais consciente de seus direitos.

Cerca de 56% dos latino-americanos considera que a economia de mercado é o melhor caminho para o desenvolvimento, frente a apenas 47% que achava isto na medição anterior.

Além disso, 42% se identifica com o centro político, 22% com a direita e 17% com a esquerda.

Uma maioria de 66% na média considera que a democracia é indispensável para alcançar o desenvolvimento, 71% se declara pessoalmente feliz e 66% satisfeito com a vida.

O apoio à democracia tem uma média de 57% e atinge 82% na Venezuela, 79% no Uruguai, 73% na República Dominicana, 68% na Bolívia, 67% na Costa Rica, 62% na Colômbia e 60% na Argentina.

Os menores números correspondem a Brasil (47%), Guatemala (34%), México (43%), Honduras (44%) e Peru (45%).

A democracia é considerada indispensável para o desenvolvimento por 85% na Venezuela e 78% no Uruguai. No Brasil, essa convicção atinge 57%.

Por outro lado, apenas uma média de 21% dos latino-americanos acredita que a democracia funciona melhor em seu país que no resto da região, enquanto um 235 opina que funciona pior.

Esta última opinião é liderada por Peru (40%), seguido da Bolívia (37%), Paraguai (31%), Venezuela (30%), Nicarágua (29%), Guatemala (29%), Honduras (27%), El Salvador (24%), Equador (21%), República Dominicana (20%) e México (20%).

Blog Toda Mídia: América Latina aprova a democracia

14/11/2008 - 11h34
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u467721.shtml

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da Folha Online
O Latinobarómetro, pesquisa anual sobre o pensamento político dos latino-americanos que a revista "Economist" publica com exclusividade, foi divulgado nesta quinta-feira (13), informa o Blog Toda Mídia, nesta sexta-feira.

Conforme o blog, a revista destaca que, nos últimos cinco anos de crescimento econômico, houve "um lento, mas relativamente firme" aumento no apoio à democracia e as instituições na América Latina. "Entre os brasileiros, por exemplo, a democracia passou a ser o regime preferido de 47%, contra 43% no ano passado --e 30% em 2001, sete anos atrás", destaca.

Para a revista, agora, caberá aos políticos "assegurar que as dificuldades econômicas não enfraqueçam o apoio à democracia".

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pnad: Brasil tem 2,4 milhões de jovens analfabetos

De Adital - http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36007

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta segunda-feira pelo jornal O Globo, mostram que o Brasil ainda luta com o alarmante número de 2,4 milhões de jovens analfabetos. Dos 15,5 milhões de brasileiros acima de 10 anos que não sabem ler nem escrever, 15% têm menos de 30 anos. A maior concentração está no Nordeste, onde estão 65% dos jovens analfabetos do país.
Ainda segundo os dados estimados pelo IBGE em 2005, a partir da última Pnad, considerados apenas os jovens entre 15 e 29 anos, são 1,8 milhão de iletrados. A reportagem desta segunda mostra as conseqüências desta exclusão.

É uma situação grave. Num país populoso e de extensão territorial como o Brasil, um pequeno percentual que fique fora da escola já representa muita gente. Tem que haver uma política específica para esse público - diz a coordenadora de Programas da organização não-governamental Ação Educativa, Vera Masagão Ribeiro.


A Pnad 2005 mostra que o analfabetismo atinge 578 mil crianças de 10 a 14 anos. São crianças que podem ter freqüentado a escola, sem aprender a ler e escrever, ou mesmo nunca ter estudado. O IBGE estima que 2,7% dos 27,4 milhões de brasileiros com idade entre 7 e 14 anos São estavam matriculados. Ou seja, o país tinha, em 2005, 741 mil crianças e jovens fora da escola nessa faixa etária.
A secretária de Educação do Distrito Federal, Maria Helena Guimarães de Castro, que foi ministra interina no governo Fernando Henrique, afirma que o problema é agravado pela baixa qualidade do ensino. O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), prova aplicada a cada dois anos, mostra que mais da metade dos alunos de 4ª série tem dificuldade de compreender o que lê.

O ministro Fernando Haddad lançará nos próximos dias o novo formato do programa Brasil Alfabetizado. A principal inovação é que professores da rede pública serão contratados para dar aulas, no lugar de alfabetizadores leigos. Com isso, o governo espera melhorar a eficácia do ensino não só de jovens e adultos, mas das próprias crianças, uma vez que os docentes receberão treinamento específico para ensinar a ler e escrever.

A notícia é do Observatório Jovem

Rede Avina promove Jornalismo sustentável pro Capoano



Olá!
A janela para a América Latina só aumenta, graças a Deus.
Agora vou à Cartagena, na Colômbia, para conhecer a nova rede que faço parte: Avina (www.avina.net), uma Ong que promove o jornalismo sustentável no continente.
Na próxima semana, conhecerei os demais vencedores do concurso, que ganharam bolsas para realizar jornalismo sobre o assunto. No meu caso, farei um piloto de programa sobre jovens na América Latina, público pouco abordado. E de maneira internacional, pois os repórteres produtores seráo meus queridos amigos do Programa Balboa (www.programabalboa.com), jornalistas espalhados pela América. Vai ser produzido e exibido em conjunto com a TV Mackenzie.
Que bom fazer jornalismo livre de interesses (exagerados) do mercado. De lá ou na volta, conto as novidades. Saludos!

Primavera na nova Bolívia

Por Emir Sader

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=232
Tendo tido o privilégio de estar aqui durante a campanha eleitoral que culminou com a eleição de Evo Morales, em dezembro de 2005, tendo voltado para a sua posse, em Tiahuanaco, junto aos povos originários, no dia seguinte para a cerimônia oficial em La Paz, pude retornar regularmente para acompanhar o extraordinário processo revolucionário boliviano. Volto agora, na primavera de 2008, 8 anos depois que os movimentos indígenas deram início a este processo, com a “Guerra da água”, que impediu a sua privatização e expulsou a empresa francesa que pretendia privatizá-la. Um processo tão formidável que, depois de cinco anos de lutas, de sublevações populares, desembocou na eleição de Evo Morales à presidência da Bolívia. E agora dá inicio à refundação do seu Estado.

O primeiro sintoma de como avançou o processo revolucionário boliviano pode ser visto no que seria o maior reduto opositor – em Santa Cruz de la Sierra – por onde todos os vôos passam. O principal jornal local, El Deber, reflete o desconcerto opositor com a vitória de Evo e do governo nas eleições de agosto, com 67% dos votos e a aprovação do acordo para a convocação da consulta, em 25 de janeiro, sobre o novo projeto de Constituição. O melhor sintoma da derrota de um campo é a divisão de suas forças, exatamente o que acontece agora, com os conflitos entre os prefeitos dos estados opositores e os partidos da oposição no Parlamento, com estes chegando a um acordo com o governo e deixando aos governadores isolados. Vários artigos deploram a “traição” de Podemos e do MNR, enquanto afirmam que a frente do governo está unida. Seguirão divididos entre votar a favor da nova Constituição, votar contra ou abster-se, facilitando o caminho da vitória do governo.

Outro sintoma do restabelecimento da normalidade está no desenrolar tranqüilo do recadastramento dos eleitores para a consulta constitucional de janeiro – na Bolívia os que não votaram, que desta vez foram o menor índice até aqui, porque 86% compareceram a votar, tem que se inscrever de novo -, salvo em Pando, onde ainda reina o estado de sitio, depois do massacre de setembro dirigido pelo governador, que está preso e submetido a processo. A oposição batalha para a suspensão do estado de sítio e pela soltura do governador – bandeiras claramente defensivas, depois de uma batalha perdida.

No televisor do aeroporto de Santa Cruz – chamado Viru-Viru, principal ponto de saída de imigrantes – se anuncia reiteradamente que “Ninguém é ilegal”, que alguém pode estar na situação de ser indocumentado, mas não é, por essa razão, ilegal. Em seguida se divulgam os critérios para obter documentos, ressaltando-se no final que a Bolívia é um território livre para receber a todas as pessoas que queiram vir ao país ou para bolivianos que queiram retornar.

Da ampla janela do hotel se vê grande parte de El Alto, a cidade plebéia que cerca La Paz, a 4 mil metros de altura, povoada por grandes contingentes indígenas que mantêm seus valores, suas formas de vida, constituindo-se no mais forte bastião de apoio a Evo Morales, onde este obteve seus índices mais altos de apoio, próximos a 90%. Foi a população de El Alto a principal protagonista das mobilizações que levaram à renúncia de Sanchez de Losada, cujo governo exerceu forte repressão antes de ir embora, tendo como resultado 80 mortos altenhos, pelo que Sanchez de Losada é solicitada sua extradição dos EUA, onde está refugiado, pela Justiça boliviana.

La Paz parece uma cidade tranqüila, depois de momentos de intensas mobilizações e tensões nos últimos meses. A Bolívia de Evo Morales vive uma linda primavera. Pode ser a paz entre suas tempestades, mas já não será como o que a Bolívia viveu nos últimos meses. O governo se consolidou, contando com a aprovação da nova Constituição em 25 de agosto, podendo subir seu índice de apoio dos 67% atuais para mais de 70%, confirmando a possibilidade de releeição de Evo em dezembro e avançando na construção do novo Estado boliviano. Um belo sol ilumina La Paz.

O processo boliviano abre caminho para uma nova estratégia revolucionária no continente, produzindo um verdadeiro deslocamento do poder a novos e amplamente majoritários setores sociais e étnicos. O novo Estado boliviano refletirá esse novo bloque de forças no poder.

Postado por Emir Sader às 10:26

Grandes expectativas: o que é possível esperar de Obama?

TARIQ ALI
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15372&boletim_id=491&componente_id=8611

O significado histórico da eleição de Obama não deve ser subestimado. Basta lembrar que ocorreu em um país onde a Ku-Klux-Klan chegou a ter milhões de membros capazes de executar uma campanha de terror e morte contra cidadãos negros com o apoio de um sistema jurídico discriminatório. É um momento horroroso para ser eleito presidente, mas também é um desafio. Que tipo de mudanças podemos esperar com Obama que assume um país em processo de desindustrialização e fortemente dependente das finanças globais?
Tariq Ali - Sin Permiso
A vitória de Barack Obama supõe uma mudança geracional e sociológica decisiva na política dos Estados Unidos. É difícil, nestes momentos, predizer seu impacto, mas as expectativas suscitadas entre a gente jovem que impulsionou Obama seguem sendo grandes. Talvez não tenha sido uma vitória arrasadora, mas foi suficientemente ampla para permitir que os democratas ficassem com mais de 50% do eleitorado (62,4 milhões de votantes) e colocassem uma família negra na Casa Branca.

O significado histórico deste fato não deveria ser subestimado. Basta lembrar o que ocorreu no país em que a Ku-Klux-Klan chegou a ter milhões de membros capazes de executar uma campanha de terror e morte contra cidadãos negros com o apoio de um sistema jurídico discriminatório. Como esquecer aquelas fotos de afroamericanos linchados diante do olhar complacente de famílias brancas que desfrutavam seus piqueniques enquanto contemplavam – para dizê-lo na voz memorável de Billie Holliday – “corpos negros balançando-se com a brisa do sul, um fruto estanho pendurado nos álamos”?

Mais tarde, as lutas dos anos 60 pelos direitos civis forçaram a reversão da segregação e impulsionaram as campanhas a favor do voto negro, mas também conduziram ao assassinato de Martin Luther King e de Malcom X ( justo quando este começava a insistir na unidade dos brancos e negros contra um sistema que oprimia a ambos). Tornou-se um lugar comum assinalar que Obama não faz parte desta lista. Não é assim, contudo, como mostram os 96% de afroamericanos que saíram de casa para votar nele. Pode ser que se desiludam, mas por enquanto celebram a vitória e ninguém pode culpá-los por isso.

Há apenas duas décadas, Bill Clinton advertia seu rival, o progressista governador de Nova York, Mario Cuomo, que os Estados Unidos não estavam preparados para eleger a um presidente cujo nome acabasse em “o” ou em “i”. Há apenas alguns meses, os Clinton cediam abertamente ao racismo insistindo que os votantes da classe trabalhadora rechaçariam a Obama, lembrando aos democratas que Jesse Jackson também tinha ido bem nas primárias. Uma nova geração de eleitores demonstrou que eles estavam equivocados: cerca de 66% dos que tinham entre 18 e 29 anos, ou seja, 18% do eleitorado, votou por Obama; 52% dos que tinham entre 30 e 44 – uns 37% do eleitorado – fez o mesmo.

A crise do capitalismo desregulado e de livre mercado fez disparar os apoios a Obama em estados até então considerados território republicano ou de democratas brancos, acelerando o processo que derrotaria a dupla Bush/Cheney e seu bando de neo-cons. No entanto, o fato de que a dupla McCain/Palin obteve, apesar de tudo, 55 milhões de votos, é uma lembrança da força que a direita estadunidense ainda conserva. Os Clinton, Joe Biden, Nancy Pelosi e muitos outros pesos pesados do Partido Democrata utilizaram este dado para pressionar Obama a fim de que ele permanecesse fiel ao roteiro que lhe permitiu ganhar a eleição. Não obstante, os slogans bem-intencionados e anódinos não serão suficientes para garantir um segundo mandato. A crise avançou demasiado e as questões que preocupam aos cidadãos estadunidenses (como pude comprovar estando lá, há algumas semanas) têm a ver com o emprego, a saúde (40 milhões de cidadãos sem seguro de saúde) e a habitação.

Só com retórica não é possível enfrentar a queda da economia: as dívidas do setor financeiro superam a casa de um trilhão de dólares e ainda ameaçam gigantes bancários; o declínio da indústria automobilística gerará desemprego em uma escala mais ampla e seguirão os efeitos do salto ao vazio ao qual Wall Street hipotecou as futuras gerações de norte-americanos. As medidas adotadas, em meio ao pânico, pela administração Bush, medidas desenhadas e adotados pelo amigo dos banqueiros e secretário do Tesouro Paulson, privilegiaram uns poucos bancos e foram subsidiadas com fundos públicos.

Os democratas e Obama apoiaram os acordos e será difícil para eles desdizer-se e mover-se em outra direção. O aprofundamento da crise, no entanto, pode forçá-los a fazê-lo. As medidas de austeridade sempre atingem aos menos privilegiados, e a maneira como o novo presidente e sua equipe enfrentarão o novo cenário será determinante para seu futuro.

É um momento horroroso para ser eleito presidente, mas também é um desafio. Franklin Roosevelt aceitou esse desafio nos anos 30 e impôs um regime social-democrata de regulação da economia, baseado em empregos públicos e em um apelo imaginativo à cultura popular. A existência de um forte movimento operário e a esquerda estadunidense contribuíram decisivamente para o surgimento do New Deal. E a existência dos Reagan-Clinto-Bush para liquidar seu legado. O que há agora, portanto,é uma economia nova, um país desindustrializado e fortemente dependente das finanças globais.

Terá Obama a visão ou a força para voltar ao tempo e avançar ao mesmo tempo? Em matéria de política externa, a posição de Obama/Biden não diferiu muito da de Bush ou Mc Cain. Um New Deal para o resto do mundo exigiria uma saída rápida do Iraque e Afeganistão e um ponto final a estas aventuras em qualquer outra região do planeta. Biden, praticamente, se comprometeu com a balcanização do Iraque. Mas esta alternativa resulta cada vez mais improvável: o resto do país, o Irã e a Turquia se opõem, se bem que por razões diferentes, à criação de um protetorado norte-americano-israelense no norte do Iraque com bases permanentes dos EUA. Na verdade, alguém deveria aconselhar Obama a anunciar uma retirada rápida e completa. Sobretudo levando em conta que, com a crise, os custos de permanecer no Iraque tornaram-se proibitivos.

O mesmo se pode dizer de um eventual deslocamento de tropas do Iraque para o Afeganistão: só recriaria o mesmo problema em outro lugar. Como numerosos especialistas em inteligência, militares e diplomatas britânicos advertiram, a guerra no sul da Ásia está perdida. Sem dúvida, Washington está consciente disso. Daí as negociações, propiciadas pelo medo, com os neo-talibãs. Só resta esperar que os conselheiros de Obama em matéria de política externa forcem uma retirada também nesta frente.

E o que dizer da América do Sul? Seguramente Obama deveria imitar a viagem de Nixon a Beijing, voar a Havana e acabar com o bloqueio diplomático e econômico a Cuba. Inclusive Colin Powell deu-se conta de que o regime havia feito muito por sua gente. Será difícil para Obama predicar as virtudes do livre mercado, mas, em troca, os cubanos poderiam ajudá-lo a estabelecer um sistema de saúde decente nos EUA. Essa é uma mudança que a maioria dos estadunidenses desejaria. Outros países da América do Sul que previram a crise do capitalismo neoliberal e começaram a reconstruir suas economias há uma década também poderiam oferecer algumas lições.

Se a mudança acabar em nenhuma mudança, então poderá ocorrer que, passados alguns anos, quem apoiou Obama para a Casa Branca decida que a criação de um partido progressista nos Estados Unidos tornou-se uma necessidade.

Tariq Ali é membro do conselho editorial de Sin Permiso. Seu último livro publicado é “The Duel: Pakistan on the Flight Path of American Power”.

Tradução: Katarina Peixoto

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ecuador: el presidente Correa satisfecho porque Repsol no se vaya del país

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, cuando anunció que Repsol "saldrá del país"
Infolatam (http://www.infolatam.com/entrada/ecuador_el_presidente_correa_satisfecho_-11071.html)
Quito, 9 de noviembre 2008



"Nos da mucho gusto que Repsol se quede en Ecuador. Es una empresa muy seria, pero nosotros no vamos a permitir que las empresas extranjeras nos impongan las condiciones", indicó el presidente Rafael Correa. Los ejecutivos de Repsol han pedido un plazo de quince días para concretar el convenio, pues aún existe "un socio minoritario que no está de acuerdo y quieren comprar sus acciones para seguir en Ecuador", según Correa.

El presidente ecuatoriano, Rafael Correa, aseguró el sábado que las autoridades ecuatorianas sólo recibieron a los representantes de la petrolera Repsol YPF "por consideración al Gobierno español", y que esta consideración fue la que finalmente permitió llegar a un acuerdo para que la empresa permanezca en el país.

No obstante, Correa insistió en que su Gobierno no permitirá que las compañías extranjeras quieran imponer sus condiciones en el país, en referencia al acuerdo logrado en esta semana entre el Estado ecuatoriano y Repsol.

El dirigente ecuatoriano explicó en su mensaje radiofónico semanal que fue una conversación con representantes del Gobierno de España lo que permitió que se reanudaran las conversaciones entre el Gobierno de Ecuador y la petrolera, a la que se iba expulsar del país por no aceptar las condiciones previamente acordadas para la renegociación del contrato de operación del bloque 16 y el campo Bogui Capirón.

Así, Correa insistió en que fue por "consideración al Gobierno español" que las autoridades ecuatorianas aceptaron recibir a los ejecutivos de Repsol, quienes "aceptaron toditas las condiciones" planteadas por el Gobierno ecuatoriano.

El pasado jueves el Ministerio de Minas y Petróleos de Ecuador logró un acuerdo con Repsol YPF para que esa empresa siga en el país y pase del actual contrato de participación en la explotación de los mencionados campos a otro de prestación de servicios.

Actualmente, la producción de crudo de Repsol en Ecuador asciende a 48.854 barriles diarios, según datos de la Presidencia ecuatoriana.

Blog ressucitado! 1ª notícia

Hola!

Recomeçarei a postar no blog, agora de maneira mais ampla sobre América Latina. Abraço!


Venezuela abre cinco bases en frontera con Colombia
Venezuela: vísperas electorales de Hugo Chávez
http://www.infolatam.com/entrada/venezuela_abre_cinco_bases_en_frontera_c-11068.html

Las claves:
Las bases estarán integradas por fuerzas de los cuatro componentes de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana
Las mafias usan a Venezuela "como puente" desde Colombia para llevar los narcóticos hacia Estados Unidos y Europa.
Infolatam
Caracas, 9 de noviembre de 2008



El Gobierno de Venezuela anunció que instalará cinco bases militares en la Sierra de Perijá, en el estado de Zulia, fronterizo con Colombia, para intensificar la lucha contra el narcotráfico, los secuestros y otros delitos.


Las bases estarán integradas por fuerzas de los cuatro componentes de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (Ejército, Aviación, Armada y Guardia Nacional), dijo el ministro del Interior y Justicia, Tareck El Aissami, a la agencia estatal de noticias ABN.

La decisión forma parte del "Plan Nacional de Defensa y Soberanía" que, en cuanto al combate al tráfico ilegal de drogas, ha decomisado en lo que va del año de 45 toneladas de drogas y permitido la detención de 14 jefes del narcotráfico, agregó.

Según destacó, se trata de drogas procedentes de Colombia, cuyas mafias utilizan a Venezuela "como puente" para llevar los narcóticos hacia Estados Unidos y Europa.

El Aissami agregó que paralelamente está en marcha en el en Zulia el "Plan de Defensa y Seguridad para la Atención de los Yukpas", una de las cuarenta etnias indígenas del país.

Esta iniciativa incluye la construcción de infraestructura para la atención médica, educativa y de otro servicios a las comunidades indígenas.